quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ahh Noel!

Filosofia
Composição: Noel Rosa

O mundo me condena,
e ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando de saber
se eu vou morrer de sede
Ou se eu vou morrer de fome

Mas a filosofia hoje me auxilia
a viver indiferente assim
Nessa prontidão sem fim
Vou fingindo que sou rico
pra ninguém zombar de mim.

Não me incomodo que você me diga
que a sociedade é minha inimiga
Pois, cantando nesse mundo,
vivo escrava do meu samba.
Muito embora vagabundo.

Quanto a você da aristocracia
que tem dinheiro, mas não compra alegria
Há de viver eternamente
sendo escravo dessa gente
que cultiva hipocrisia.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Outra vez?

Que raiva eu tenho de mim. Raiva de não conseguir controlar essas coisas. Na verdade eu nem sei o que tá acontecendo. Eu não sei o que de fato eu tô sentindo. Mas eu sei que alguma coisa está fugindo do normal. Do meu normal. Do normal que eu nunca quis sair. Do normal que eu sempre quis manter pra parecer normal.
No fundo eu sei o que é. E ai eu fico mais imputecida comigo mesma por não ser capaz de assumir isso pra mim. É estranho porque ao mesmo tempo que eu quero deixar claro que eu sei de tudo que está acontecendo, eu quero deixar mais claro ainda que eu não tô entendendo absolutamente nada.
A raiva que eu já sentia se multiplica, pois essa máscara que no fundo eu sei que eu tô usando só serve pros outros. Porque quando eu fico aqui, comigo mesma, escrevendo, escutando música, fazendo qualquer coisa sozinha, eu vejo que aquela realidade não é minha. Aquela é a realidade que as pessoas esperam. Aquela é a realidade que quero que as pessoas vejam. Não essa aqui que ninguem conhece.
Não tenho forças pra controlar.
( ... )

Havia um certo tempo que ''isso'' não me atacava. Eu tava bem, até então. Mas as coisas acontecem quando a gente menos espera e menos quer. Me invadiu completamente. E eu sou tão fraca. Tanto que eu nem consigo passar desapercebida aqui dentro. Tentar me esconder em mim não sei se é o melhor.
Mas enquanto isso, continuo escrevendo...ao som de Velvet Underground.